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Saiba Mais - Perguntas e Respostas

 
INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPLEMENTARES
    II - Papas salgadas e final da transição

 

    Pessoal, essa é a segunda parte de nossa conversa sobre a introdução de alimentos complementares. 

 

a) Papas Salgadas

    Este nome refere-se à quantidade de sódio presente nos alimentos, e não propriamente à adição de sal, visto que não se recomenda a adição de sal nas papas do bebê. Lembrem-se que estamos treinando o paladar do bebê, ele nunca “comeu” nada além do leite. Portanto, falar que a papa está sonsa, está sem sal, diz respeito ao nosso paladar, e não ao paladar do bebê. A introdução dos alimentos deve ser progressiva, sem pressa, podemos começar com 2 legumes, por exemplo, e ir acrescentando raízes, folhas e tubérculos de acordo com a aceitação.

 

b) Papas de cereal x papas de legumes

    Antigamente havia uma divisão bem estabelecida entre as papas, que eram ou de legumes, ou de cereais. Propagou-se então uma cultura para o uso de farinhas lácteas de trigo, milho e arroz. Ainda hoje é comum vermos avós brigando para que o bebê receba papas de fubá, de farinha láctea. O que mudou foi que estamos misturando os cereais (arroz, aveia, milho) aos legumes. Não é necessária, portanto, fornecer uma papa específica para esses alimentos.

 

c) Carnes

    As carnes podem ser introduzidas uma ou duas semanas após a introdução das papas salgadas. Deve-se iniciar com carnes vermelhas e de frango e, caso corra tudo bem, podemos introduzir peixes e porco após umas 2 semanas. Aqui vale uma orientação importante: antigamente, peixe e porco eram proibidos no primeiro ano de vida, hoje, sabe-se que a introdução tanto tardia (após 1 ano), quanto precoce (antes de 4 meses), favorece o desenvolvimento de alergia alimentar. Sobre a consistência, inicie com carne moída ou desfiada e, conforme a aceitação, pode oferecer pedacinhos. Ausência de dentes não é parâmetro para aumentar a consistência dos alimentos. O bebê tem capacidade de mastigar e triturar os alimentos mesmo sem os dentes molares e pré molares. Portanto, se estiver aceitando bem, pode oferecer pedaços sem problema. Miúdos, como moela e fígado podem ser oferecidos, de acordo com o costume da casa. 

 

d) Ovo

    O ovo pode ser introduzido no mesmo momento da carne. Utilizamos um dos dois nas papas. Podemos introduzir primeiro a gema e, após duas semanas, a clara. Mais um tabu: antigamente a clara era oferecida apenas após 1 ano de vida. Assim como o peixe e o porco, sabe-se hoje que a introdução após 1 ano aumenta o risco de desenvolver alergia alimentar. Posso dar omelete? Pode. Posso dar ovo mexido? Pode. Posso dar ovo cozido? Pode. Só tome cuidado com a quantidade pois o ovo tem grande quantidade de gorduras.

 

e) Temperos

    Use e abuse de temperos naturais. Tomilho, manjericão, orégano, açafrão, pimentão, cebola, alho, tomate, coentro. Enfim, tudo o que é natural é permitido. Não use jamais temperos industrializados (caldos, realçador de sabor, catchup). Acrescente no preparo ou depois de pronto uma colher de chá de azeite de oliva ou de óleo (eles contêm grande quantidade de ômega, importante para o desenvolvimento neurológico do bebê). 

 

f) Processamento dos alimentos

    Não é necessário qualquer tipo de processamento dos alimentos, além de amassá-los com o garfo. Não precisa liquidificá-los, tampouco peneirá-los. também não misture todos os alimentos, lembre-se que estamos treinando o paladar do bebê, e ele precisa diferenciar os vários sabores e texturas, dos mais diversos alimentos.

 

g) A família é o maior exemplo

    A família é o maior exemplo que o bebê terá sobre como se alimentar. Por isso é importante dedicarem um horário específico para as refeições, sem televisão, música..., um horário em que a família esteja reunida. Cuidem da alegria das refeições, preocupem-se em variar os pratos, fazer refeições coloridas e chamativas. Não desistam facilmente caso o bebê não aceite determinado alimento, é preciso se exposto de 8 a 10 vezes ao mesmo alimento para uma aceitação adequada. Ao final da transição, que ocorre por volta de 10 meses, a criança deve apresentar um calendário alimentar semelhante ao dos adultos, com café da manhã (leite); lanche da manhã e da tarde (suco ou papa de fruta); almoço e janta (papas salgadas) e mais um leitinho à tarde e à noite.

 

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